linhas.
Apetece-me não mais ser,
acordar naquele instável que já não me confunde,
engraçada a forma de me perder em ti,
entre luzes sem cor,
sem expressões para se lerem,
jogo às escondidas com o tempo,
brinco com o amargo dos dias,
cresce o medo de não mais compreender,
este vício de te reescrever,
despeço-me das ilusões,
fantasio emoções,
imaginadas em tons de provocações,
no pouco que ainda sou,
tenho pensamentos imperfeitos,
momentos ausentes,
num corpo que se debate
inconscientemente demente.
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